Outros papos

Published on julho 9th, 2018 | by Ana

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Entrevista: Carol Sabar é engenheira por formação e escritora por acidente de trânsito

A maioria das pessoas apenas se estressa no trânsito. Para Carol Sabar, no entanto, ele foi inspirador. Voltando do trabalho, a autora imaginou o protagonista de Crepúsculo passando óleo bronzeador nas pernas de uma fã, e começou seu primeiro livro, “Como (quase) namorei Robert Pattinson”, lançado há sete anos. Neste intervalo, publicou mais duas obras: “Azar o seu” e “Cabeças de ferro”, cuja continuação está sendo escrita (“Cabeças de bagre”) e que ela adianta trazer mais romance. Carol ainda indica livros nesta entrevista e conta como é conciliar as rotinas de escritora e engenheira.

Para começar, sabemos que você é engenheira e não pensava em escrever até surgir a sinopse de “Como quase namorei Robert Pattinson” na sua cabeça. A gente queria saber então se desde o primeiro parágrafo você teve intenção de publicá-lo ou em que momento essa vontade surgiu. E, a partir daí, como foi o processo?

Quando comecei a escrever meu primeiro livro, “Como (quase) namorei Robert Pattinson”,  jamais pensei em publicá-lo. Eu escrevia para me divertir, para relaxar depois de um dia de trabalho. A vontade de publicar só apareceu depois que terminei a história. Eu pensei “por que não?”. A partir daí o processo foi bem rápido. Enviei a história para a Agência Riff e eles rapidamente aceitaram me representar junto às editoras. Logo depois assinei o contrato com a Editora Jangada. A Jangada também publicou meus outros livros, “Azar o seu!” e “Cabeças de Ferro”.

Ficamos felizes que tenha dado certo no fim. Então gostaríamos de saber que obras te fizeram pensar também: “ainda bem que foi publicada”.

Todos os livros do Harry Potter. Bendito foi o editor que resolveu publicá-lo!

Na verdade, podemos sugerir alguns perfis de leituras para você indicar?

  • Um livro para chorar:

“A culpa é das estrelas”, do John Green.

  • Um livro para gargalhar:

Todos da Sophie Kinsella.

  • Um livro para sonhar com o mocinho:

“Azar o seu!”, Carol Sabar.

  • Um livro eletrizante:

 “Um Dia”, do David Nicholls. Não dá para parar de ler. Também se encaixa na categoria “um livro para chorar”.

  • Finalmente, uma série boa do início à última página:

“Harry Potter”

Em “Como Quase Namorei Robert Pattinson”, você trabalhou super bem a fixação, o amor e as trapalhadas da Duda, super fã da saga “Crepúsculo” (sério, amamos a Crepuscólica). Você também já foi assim por alguma série de livros, por uma banda ou algum ídolo?

Fui apaixonada pelo Leonardo Di Caprio na minha adolescência, na época do Titanic. Colecionava fotos de revista, porque, naquele tempo, o acesso à internet era bem precário (sim, isso denuncia a minha idade: tenho 34 anos). Mas, honestamente, não me lembro de nenhuma loucura que eu tenha feito por um ídolo. Sou muito fã do John Mayer, por exemplo. Já fui a dois shows dele e, graças a Deus, me comportei muito bem.

A Duda também marca as partes favoritas dos livros da saga, acrescenta recortes e quase surta quando alguém ameaça a proximidade com os exemplares. E você, como é lendo?

Ao contrário da Duda, eu deixo os livros intactos. Sou bem cuidadosa com meus livros, aliás. Tenho bastante ciúme dos meus preferidos.

E como uma escritora que também trabalha como engenheira (até onde acompanhamos), como você é e se organiza? Você faz algo meio esquisito? (risos)

Essa é a parte mais difícil: trabalhar o dia inteiro e ainda arranjar tempo para escrever. Na verdade, eu escrevo muito devagar. Demoro um tempão para finalizar uma história, porque o dia-a-dia é mesmo muito corrido. Nem sempre estou com vontade de sentar na frente do computador. Mas eu tento me esforçar, principalmente aos finais de semana e feriados. Às vezes a coisa flui que é uma maravilha! Mas, em alguns momentos, fico travada em uma mesma página por dias. Como dizem por aí: “escrever é 90% transpiração e 10% desodorante.”

Recentemente, tem surgido cada vez mais livros de colaborações entre autores, nacionais ou estrangeiros. Você consegue se ver escrevendo em parceria? Neste caso, com quem seria um sonho trabalhar?

Eu adoraria dividir uma história com outro autor. A questão é arranjar tempo para isso. Dos nacionais, eu adoro a Paula Pimenta, a Carina Rissi e a Marina Carvalho. 

Não queremos te pressionar… Mas é impossível ler “Cabeças de ferro” e não ficar ansioso pela continuação, “Cabeças de bagre” . Há uma previsão para o lançamento?

Que bom que vocês estão ansiosos pelo “Cabeças de Bagre”. Eu também estou! Não há previsão de lançamento, porque ainda estou escrevendo. Mas uma hora sai! 

O que podemos esperar do novo livro?

Muito suspense e romance, como no primeiro. Aliás, acho que, no segundo volume, tem mais romance. Também como no primeiro, a história é contada em um ritmo frenético. Se você piscar, perde uma cena.

Imaginamos que seja uma surpresa toda vez que você publica um livro e o público pede continuação, apesar de não haver essa previsão. Então, para terminar, você tem planos de escrever spin-offs ou seguir as histórias de outros personagens já conhecidos do público?

Pois então… As pessoas sempre me pedem uma continuação do “Azar o seu!”, que continua sendo meu livro mais vendido. Mas, quando eu escrevi esse livro, eu imaginei contar a história em apenas um volume mesmo. Para mim, a história está tão fechadinha que tenho muito medo de “forçar” um segundo livro e estragar a coisa toda. Um spin-off seria uma boa ideia, porque é menos arriscado. Quem sabe um dia, né? Mas primeiro preciso terminar o “Cabeças de Bagre”.

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