Livro em sete dias

Published on julho 12th, 2018 | by Marcela

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‘Mulheres sem Nome’, de Martha Hall Kelly

O #tbt de hoje é sobre “Mulheres sem Nome” (1ª edição, da Intrínseca), uma das obras mais emocionantes que li no primeiro semestre deste ano. Esse é o primeiro romance lançado pela escritora Martha Hall Kelly, que trabalhou muitos anos com publicidade enquanto pesquisava para escrever o livro. Apesar do tema difícil, a leitura é fluida.

A sinopse é a seguinte: “Inspirado em personagens reais da Segunda Guerra Mundial, um romance encantador sobre coragem, escolhas e redenção. A socialite nova-iorquina Caroline Ferriday está sobrecarregada de trabalho no Consulado da França, em função da iminência da guerra. O ano é 1939 e o Exército de Hitler acaba de invadir a Polônia, onde Kasia Kuzmerick vai deixando para trás a tranquilidade da infância conforme se envolve cada vez mais com o movimento de resistência de seu país. Distante das duas, a ambiciosa Herta Oberheuser tem a oportunidade de se libertar de uma vida desoladora e abraçar o sonho de se tornar médica cirurgiã, a serviço da Alemanha”.

Confira minha opinião:

Julgamos o livro pelo título e pela capa:  Em um primeiro momento, fiquei curiosa sobre a história, mas tive a impressão que seria um romance melancólico e que poderia ter uma narrativa arrastada (daqueles pesados que eu só consigo ler algumas páginas por dia). Longe disso, apesar de muito comovente, a escrita é objetiva, portanto, a leitura flui muito bem

Protagonista:  obra conta a história a partir do ponto de vista de três mulheres diferentes, cada uma com suas questões e experiências. Desde o início, gostei bastante das protagonistas, que me surpreenderam bastante durante a leitura (inclusive deixei de gostar de uma delas…rs). O desenvolvimento e a evolução delas foram muito bem trabalhados pela autora.

Coadjuvantes: Apesar de Paul ser muito charmoso e Pietrik ser encantador, neste tópico também são as mulheres que brilham. A médica recém-formada Zuzanna é incrível, uma guerreira maravilhosa e minha personagem favorita, empatada com a irmã, Kasia. A Sra Ferriday também me encantou por ser uma heroína incansável. Aliás, essa é a força do livro: saber representar mulheres que fazem tudo para ajudar, tudo umas pelas outras. É de arrepiar ler como as prisioneiras em um campo de concentração conseguiam ser corajosas e se arriscarem tanto para ajudarem suas “irmãs” na mesma situação.

Trama: Livro comovente e bem escrito.  Acima de tudo, mostra mulheres marcantes que representam milhares que foram afetadas pela Segunda Guerra Mundial. É triste saber que as crueldades descritas foram baseadas em experiências reais, porém, também dá para renovar as esperanças ao ver que sempre existiram pessoas cujo maior objetivo é tornar o mundo melhor.

Ponto forte: a cuidadosa pesquisa histórica enriqueceu bastante o romance.

Um livro para: não esquecer o que a História nos ensinou e que o ser humano pode ser capaz de atrocidades. Ao mesmo tempo, lembrar quantas heroínas anônimas existem e têm suas histórias esquecidas e deixadas de lado.

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