Outros papos

Published on agosto 7th, 2018 | by Marcela

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Leitoras contam como se tornaram fãs de livros com incentivo dos pais

Luísa Bombassaro, de 18 anos, e Mônica Campos, de 31, são apaixonadas por livros e têm uma quedinha toda especial pelos romances. A estudante de medicina e a técnica de garantia têm outro ponto em comum: as duas começaram a gostar de ler por incentivo dos pais, ainda na infância. Na semana do Dia dos Pais, as duas mostram como os laços familiares e os exemplos foram fundamentais para se tornarem leitoras. 

Criada em uma casa cheia de livros e revistinhas, Luísa começou a gostar de ler, de verdade, quando ganhou do pai, Jorge Antônio, uma edição de “Meu pé de laranja lima”, na infância:

“Era um dos livros favoritos dele desde quando era bem novinho. Ele incentivou também porque nunca me deu o livro na intenção de obrigar a ler ou forçar a ter um hábito de leitura, foi mais na intenção de me passar a diversão de ler, e a emoção que aquele livro específico despertou nele. Ele sempre teve uma relação leve com a leitura e passou isso pra mim e para as minhas irmãs, mesmo que indiretamente. Meu pai sempre foi de estudar bastante e querer saber mais sobre qualquer assunto, e isso só se consegue por meio da leitura. Então, ele não só me deu o livro, como me deu o exemplo também!”

Já José Carlos, pai de Mônica, a presenteou com uma coleção de contos de fada, quando ela tinha 6 anos:

“O primeiro presente que lembro de ter ganhado do meu pai foi uma caixa de livros. Ele comprou pelo correio. Deixavam a propaganda na caixinha do correio, você assinalava o que queria e mandava o pedido. Depois, chegavam os produtos. Eram ilustrados em uma única cor, e eu me lembro até hoje deles. Eu era apaixonada, e aprendi a ler com esses livros. O meu favorito era ‘O soldadinho de chumbo'”.

Se a paixão pela leitura passou dos pais para as filhas, o mesmo não se pode dizer sobre os gêneros literários preferidos atualmente:

“Meu pai gosta de história e ciência, e eu, de fantasia e romances. Não consigo imaginá-lo lendo meus livros favoritos (risos), mas seria legal se ele lesse ‘O pequeno príncipe’, que eu amo de paixão”, conta Mônica.

Apesar das diferenças, livros sempre fazem sucesso como presentes em famílias leitoras:

“Meu pai não lê tanta ficção como eu, então para dar livros para ele é um pouquinho mais difícil. Mas sempre que possível os livros são opções cruciais para presentes lá em casa, não só entre eu e meu pai, mas entre minhas irmãs e mãe também. Livros são sempre bem vindos!”, destaca Luísa.

Se pudesse convencer o pai de ler qualquer título, a universitária recomendaria ‘Dançando sobre cacos de vidro”:

“É um livro que fala de família e de amor, coisas que meu pai preza muito na vida! Talvez ele não se apaixonaria tanto pelo livro quanto eu, pelo fato de ser romance, mas o emocionaria com certeza”.

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