Livro em sete dias

Published on agosto 9th, 2018 | by Ana

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‘À primeira vista’, de David Levithan e Nina LaCour

Sabendo que o David Levithan estará no Rio de Janeiro para autógrafos na segunda-feira (13), minha leitura da semana foi “À primeira vista”, dele com Nina LaCour. Já li outras três obras do David — “Will e Will”, com o John Green, “Garoto encontra garoto” e “Todo dia”, nesta ordem —, mas queria ter um leque maior de lidos para escolher quais dois (é o limite imposto pelo evento) tentarei que sejam assinados. A bibliografia dele, no entanto, é bem maior que isso: mais de 20 livros, embora nem todos tenham vindo para o Brasil.

Sinopse: Esqueça amor à primeira vista. Esta é uma história de amizade à primeira vista… ou quase. Mark e Kate são da mesma turma de cálculo, mas nunca trocaram uma única palavra. Até uma noite, em meio à semana do orgulho gay de São Francisco. Mark, apaixonado pelo melhor amigo — que pode ou não se sentir do mesmo jeito —, aceita o desafio que mudará sua vida. E sobe no balcão do bar em um concurso de dança um pouco diferente… Na plateia, Kate, fugindo da garota que ela ama a distância por meses e confusa por não se sentir mais em sintonia com as próprias amigas, se encanta pela coragem e entrega do rapaz. E decide: eles vão ser amigos. Em muito pouco tempo, Mark e Kate descobrem que conhecem um ao outro melhor que qualquer pessoa. Uma história comovente sobre navegar as alegrias e tristezas do primeiro amor… uma verdade de cada vez.

Julgamos o livro pelo título e pela capa: Me ajudaram, há cerca de dois meses, a decidir que este seria o próximo livro do David Levithan a ser comprado.

Sobre a autora: Os romances do David são fáceis de ler, mas não necessariamente divertidos ou com personagens carismáticos para shippar. As suas ideias criativas para que os livros tenham pontos de partida diferentes entre si, além dos desfechos coerentes que arranja — apesar de nem sempre alegres — são os aspectos que mais me encantam. Já a Nina eu conheci através desta história. Também gostei muito e vou procurar mais de sua bibliografia. Aceito dicas, é claro.

Protagonistas: Mark e Kate têm inseguranças e dúvidas que podem ser comuns a adolescentes por todo o mundo, independentemente de suas orientações sexuais.

Coadjuvantes: Há um grupo grande de coadjuvantes (com certa importância) neste livro e vou destacar minhas opiniões, sem spoilers, sobre alguns deles. Do lado de Kate, aparecem: Violet, uma garota cheia de histórias com lições de moral e super decidida que amei; Lehna, a personagem da qual mais tive dó e que ganhou minha torcida; e June, a quem somos todos gratos mais de uma vez. Já da parte de Mark, destaco Ryan, em quem eu acreditei na maior parte do tempo, e me fez bufar algumas vezes.

Trama: Principalmente na adolescência, as conexões estão a prova. E este livro não fala apenas de relacionamentos firmados entre duas pessoas. Calma, também não é sobre poliamor. A autoconexão – descobrir seu verdadeiro eu e se respeitar – pode ser tão ou mais difícil quanto desvendar se é apaixonado por alguém ou manter uma amizade ao longo dos anos. As respostas precisam ser descobertas por Kate e Mark individualmente (nunca pelo outro), mas ter a quem dar as mãos – um amigo que foi escolhido de forma tão genuína e para quem é possível se abrir, sem os ruídos do passado – é um privilégio.

Ponto forte: A descrição da Parada Gay.

Um livro para: torcer pelas amizades.

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