Livro em sete dias

Published on agosto 9th, 2018 | by Marcela

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‘O conto da aia’, de Margaret Atwood

“O conto da aia” (Rocco, 1ª edição), de Margaret Atwood, é o #tbt desta quinta-feira e, definitivamente, o livro mais marcante que li neste ano. Ainda não assisti à série, porque sei que preciso me preparar psicologicamente, mas quero ter a experiência. Recomendo muito esta leitura, que abre espaço para várias reflexões. O livro é super bem escrito, e a narrativa flui muito mais facilmente do que eu poderia imaginar.

A sinopse é a seguinte: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

Minha opinião:

Observação sobre o autor: este foi meu primeiro contato com a autora canadense e quero ler outros livros escritos por ela.

Julgamos o livro pelo título e pela capa: admito que, muito além do título (que não entrega muita coisa) e da capa (bem bonita), o livro me chamou atenção por ter inspirado a série.

Protagonista: Acompanhamos toda a história pelo ponto de vista de Offred, uma Aia na casa de um comandante do novo regime. Com ela, vemos como uma mulher se adapta à perda de seus direitos, de sua família até se tornar uma propriedade. Acho impossível não torcer por ela e ter empatia.

Coadjuvantes: Acho que o ponto mais interessantes é ver como cada uma das mulheres tenta se acostumar ao novo sistema

Trama:  A trama deste livro inspira uma série de grande sucesso e vencedora de oito Emmys no ano passado. Ainda não assisti ao programa e fiquei extremamente feliz de ter começado pelo livro, que é sensacional e, na minha opinião, precisa ser lido. Essa distopia é assustadora, porque se passe em um futuro próximo muito verossímil. Afinal, no nosso mundo real, ainda hoje, uma parcela da população gostaria de voltar a viver sob regimes de governo autoritários e com o fim de direitos que demoraram a ser conquistados. Sendo assim, não parece impossível que em um determinado momento um golpe transforme um país em um local teocrático em que as mulheres perdem todos os seus direitos. Atualmente, quando tanta gente usa a religião para justificar pensamentos preconceituosos, não é difícil imaginar que a fé também possa vir a ser usada para o fim de direitos dos cidadãos. (Na verdade, é só lembrar como o aborto causa polêmica em nossa sociedade para a gente ver que a religião já é usada, e muito, para tomar decisões sobre o corpo alheio). O livro é super bem escrito, e a narrativa flui muito mais facilmente do que eu poderia imaginar. Linguagem acessível, sem descrições desnecessárias e que leva a reflexões sobre diversos assuntos relacionados a desigualdades sociais e de gênero.

Ponto forte: sensibilidade

Um livro para ler: para refletir sobre liberdade, direitos civis e feminismo

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