Livro em sete dias

Published on agosto 11th, 2018 | by Marcela

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‘Mas tem que ser mesmo para sempre?’, de Sophie Kinsella

Sophie Kinsella é uma das minhas autoras preferidas e escreve romances contemporâneos, divertidos e com personagens extremamente carismáticos. “Mas tem que ser mesmo para sempre?” (1ª edição, da Editora Record) tem todas essas características e já se tornou um dos meus favoritos.

A sinopse é a seguinte: De uma forma divertida, Sophie Kinsella nos mostra que as pessoas que mais conhecemos são aquelas que também mais podem nos surpreender Juntos há dez anos, Sylvie e Dan compartilham todas as características de uma vida feliz: uma bela casa, bons empregos, duas filhas lindas, além de um relacionamento tão simbiótico que eles nem chegam a completar suas frases – um sempre termina a fala do outro. No entanto, quando os dois vão ao médico um dia, ouvem que sua saúde é tão boa que provavelmente vão viver mais uns 68 anos juntos. E é aí que o pânico se instala. Eles nunca imaginaram que o “até que a morte nos separe” pudesse significar sete décadas de convivência. Em nome da sobrevivência do casamento, eles rapidamente bolam um plano para manter acesa a chama da paixão: de um jeito criativo e dinâmico, passam a fazer pequenas surpresas mútuas, a fim de que seus anos (extras) juntos nunca se tornem um tédio. Porém, assim que o Projeto Surpresa é colocado em prática, contratempos acontecem e segredos vêm à tona, o que ameaça sua relação aparentemente inabalável. Quando um escândalo do passado é revelado e algumas importantes verdades não ditas são questionadas, os dois – que antes tinhas certeza de se conhecerem melhor do que ninguém – começam a se perguntar: Quem é essa pessoa de verdade?”. Um livro espirituoso e emocionante que esmiúça os meandros do casamento e que demonstra como aqueles que amamos e achamos que conhecemos muito bem são os que mais podem nos surpreender.

Minhas opiniões:

Observação sobre o autor: Sophie Kinsella nunca me decepciona.  Seja com a hilária série Becky Bloom ou com o meu amorzinho, “Menina de Vinte”, ela sempre me diverte e emociona.

Julgamos o livro pelo título e pela capa: adorei o título e achei a capa uma das mais fofas. Concordo plenamente com a frase de Jojo Moyes estampada na minha edição: “Os livros de Sophie Kinsella alegram nossas vidas”.

Protagonista: Sylvie é mimada, espirituosa, dramática, carismática e uma ótima pessoa, assim como outras protagonistas criadas por Sophie. É aquele tipo de personagem que você sabe que comete alguns erros completamente desnecessários, mas que tem um coração enorme e que a maioria das pessoas adoraria ter como amiga. Dan também me conquistou muito com sua personalidade. Adorei todas as maluquices do casal que se vê “fadado” a ficar mais 68 anos em um relacionamento. Apesar de serem personagens principais de um romance leve, os dois têm várias camadas e evoluíram ao longo da trama.

Coadjuvantes: As filhas gêmeas do casal também roubam a cena, assim como os núcleos do trabalho e da vizinhança. Muito do talento de Sophie vem exatamente dessa capacidade de apresentar personagens divertidos, imprevisíveis e levemente desfuncionais.

Trama: esta é uma comédia romântica que já virou uma das minhas favoritas. O livro dá aquele quentinho no coração, fala sobre relacionamentos reais (e suas dificuldades) e me agradou por ter um casamento como pano de fundo. A maioria dos livros românticos foca no início do amor, quando a paixão começa, e claro que isso sempre terá um charme, porém, também é muito legal quando a trama se desenvolve depois do “felizes para sempre” de vários livros: o casamento. Durante a narrativa, as loucas surpresas e os personagens secundários garantem ótimas gargalhadas.

Ponto forte: a leveza.

Um livro para ler: para se divertir.

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