Livro em sete dias

Published on agosto 25th, 2018 | by Marcela

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‘Tartarugas até lá embaixo’, de John Green

O maior acerto de “Tartarugas até lá embaixo” (1° Edição, da Intrínseca), de  John Green, foi a generosidade do autor em dividir com os leitores, de uma forma sensível e tocante, os pensamentos de uma adolescente que sofre com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Chega a ser perturbador ver o redemoinho de emoções e sentir um pouquinho da angústia que ela tem como companhia. 

Prévia da história: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, o autor do inesquecível “A Culpa é das Estrelas”, lança o mais pessoal de todos os seus livros: “Tartarugas Até Lá Embaixo” A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, distúrbio mental que o afeta desde a infância –, “Tartarugas Até Lá Embaixo” tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Observação sobre o autor: Comecei a ler livros do autor neste ano e não me arrependo nem um pouquinho. A leitura flui bem e realmente, como a sinopse entrega, há diversos quotes incríveis.

Julgamos o livro pelo título e pela capa: Ilustração bonita e título que não entrega nada sobre o enredo.

Protagonista: Aza Holmes é uma adolescente que mostra como nossa mente pode nos enganar e nos levar para caminhos de autossabotagem. Foi de uma generosidade incrível o autor dividir com os leitores os pensamentos dela, afinal, nem sempre são bonitos, muito menos se focam apenas em estudos, namorinhos e outros assuntos mais adolescentes. Aza revelar todos os seus pensamentos significa muita coisa em um livro como este, porque, em muitos momentos, não queremos que ela siga um determinado rumo e entendemos que nem ela tem controle sobre isso. Sendo assim, conseguimos compreender porque a menina toma cada uma de suas atitudes.

Coadjuvantes: Daisy é o alívio cômico de todo este drama e cumpre outro papel importantíssimo: reflete muitos pensamentos de pessoas que convivem com outras que sofrem com problemas e transtornos psicológicos. Apesar de ser duro, quem convive com pessoas com esses problemas sabe o quanto elas parecem egoístas e egocêntricas. Claro que isso não é de propósito, afinal, estão doentes e sofrendo, porém, estão tão imersas em seus próprios problemas que dificilmente conseguem observar o redor. Isso significa que nem sempre percebem seus privilégios e bênçãos, o que pode ser extremamente cansativo e frustrante para a família e amigos. Davis é outro personagem bem carismático. É impossível não ter pena do pobre garoto rico.

Trama: Este é um livro corajoso e tocante, com várias lições e interpretações.  Independentemente da idade do leitor, essa é uma a narrativa que flui em um ótimo ritmo, equilibrando bem personagens carismáticos, momentos tocantes e referências nerds. 

Ponto forte: sensibilidade e ótimas frases ao longo do texto.

Um livro para ler: para ter empatia.


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One Response to ‘Tartarugas até lá embaixo’, de John Green

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