Livro em sete dias

Published on setembro 9th, 2018 | by Ana

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‘O que eu tô fazendo da minha vida?’, de Daniel Bovolento

Aos 25 anos, Daniel Bovolento tem três livros lançados: “Por onde andam as pessoas interessantes?”, “Depois do fim” e minha leitura da semana: “O que eu tô fazendo da minha vida?”, lançado neste ano pela editora Planeta.

Sinopse: A maioria das pessoas está em algum lugar de dúvida. Seja na crise dos vinte e poucos anos, na de meia-idade, nos sintomas da ansiedade ou da depressão brotando de dentro do peito, nos amores mal resolvidos ao longo da vida ou na nossa luta diária para aceitar quem nós somos: todos nós estamos no meio de alguma batalha. Até hoje, não conheço uma alma viva que soubesse exatamente o que queria da vida. Os lugares de dúvida da nossa vida podem ser obscuros, trapaceiros e cheios de armadilhas, mas também podem oferecer algum tipo de esclarecimento se decidirmos encarar nossos demônios. Em “O que eu tô fazendo da minha vida?”, Daniel Bovolento nos convida a revisitar o passado, perdoar pessoas importantes, discutir os amores que valem a pena e tentar enxergar alguma luz durante a pior fase da nossa vida. “O que importa, no fim do dia, é como você se sente dentro da sua própria busca pela felicidade.”

Sobre o autor: O Daniel é meu amigo da faculdade. Até por isso, resenhar um livro dele me deixou apreensiva de início, pensando na possibilidade de não curtir. Este não é meu gênero literário favorito. Cento e noventa e duas páginas depois, fechei com orgulho deste libriano publicitário, que flerta muito bem com as palavras.

Julgamos o livro pelo título e pela capa: Eu sempre adoro os títulos de livros do Daniel, mas a capa não me chamou muita atenção. Achei um pouco aleatórias as palavras jogadinhas ali no canto, como “mestrado” e “empréstimo”, pois apesar de dialogar com o leitor que pode viver problemas relacionados aos temas, os tópicos não são necessariamente abordados ao longo do livro.

Trama: O título do livro deve ser levado a sério pelo leitor: embora aqui e ali haja uma pitada de humor, os textos de “O que eu tô fazendo da minha vida?” são majoritariamente melancólicos, abordando as encruzilhadas em que nos deparamos ao longo da vida, de repente ou através de um caminho que traçamos de forma lenta e gradual. Se este clima transita por quase todo o livro, os eu-líricos criados por Daniel, por outro lado, são plurais: filhos, mulheres, homens, bem jovens, adultos, completamente perdidos ou mesmo conselheiros. Por isso, quando os personagens da obra já concluíram, entre outras lições, que o amor não precisa doer ou que é preciso, em primeiro lugar, amarem a eles próprios, o livro cresce e fica mais bonito. Em outras ocasiões – quando Daniel relata um relacionamento abusivo sem o denominar assim ou quando aborda pensamentos suicidas -, no entanto, o autor requer maturidade dos seus leitores para chegar às respostas não tão óbvias. Tudo isso é escrito de forma muito fluida e cada capítulo, iniciado por versos de uma música-inspiração, o que deve agradar ao público jovem multiconectado.

Ponto forte: Poupe-se.

Um livro para ler: ouvindo músicas.

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