Livro em sete dias

Published on setembro 12th, 2018 | by Ana

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‘Azar o seu’, de Carol Sabar

Li “Azar o seu”, da Carol Sabar, em parcelas. Estava fazendo a primeira leitura, quando a chegada de “Para todos os garotos que já amei” atropelou minha vida. Nesta semana, recuperei a obra publicada pela Jangada e tudo fluiu melhor.

Sinopse: Parada num engarrafamento no Rio de Janeiro, Bia está pensando em sua vida azarada. O motorista do carro ao lado tenta se comunicar com ela, mas Bia não o reconhece. Então, ele sai do carro, mas não tem tempo de se explicar, pois começa um violento tiroteio e eles se jogam lado a lado no asfalto. Certa de que está prestes a morrer, Bia entra em desespero e se prepara para dizer suas últimas palavras, na esperança de que o suposto desconhecido possa levar um recado a Guga, seu amor da adolescência, sem perceber que é ele próprio que está ali, ouvindo a inesperada declaração! Os dois escapam juntos do tiroteio e, a partir daí, começam a se envolver, dia após dia. Guga, sem coragem de assumir sua verdadeira identidade, e Bia, feliz consigo mesma por finalmente estar se apaixonando por alguém que não é Guga. Nunca uma maré de azar foi tão engraçada!

Julgamos o livro pelo título e pela capa: Não me incomodam, mas também não chamam minha atenção.

Sobre o autor: Eu me apaixonei neste ano por “Cabeças de ferro”, que continua sendo o meu livro preferido da Carol Sabar! Além dele e de “Azar o seu”, ela ainda tem o “Como quase namorei Robert Pattinson”, sua primeira criação. Ainda não li, mas quero. Em geral, acho bastante criativas suas ideias para obras. E ela ainda é uma fofa, que nos concedeu entrevista aqui.

Protagonistas: Confesso que achei a Bia exagerada e dramática diversas vezes. Mas também é dela o mérito por muitas risadinhas que dei ao longo do livro. Consegui torcer e shippar seu relacionamento.

Coadjuvantes: Não há muitos coadjuvantes superdesenvolvidos neste livro, pois a trama é bem focada mesmo no casal principal. Sabemos que Bia tem um paizão, gostamos de alguns outros personagens, temos nojo de Jair e raiva da Fernanda. Mas quem mais recebe nossa atenção é o Gustavo. Cheguei a me chatear com este mentiroso compulsivo, mas ele realmente tem charme e tiradas ótimas que nos fazem suspirar no início, no meio e no fim.

Trama: Os acontecimentos iniciais do livro são dignos de coro: “Que azar o seu, Bia”. Um rolo decepcionante com o primo, uma acusação injusta no trabalho e, por fim, um tiroteio na Linha Vermelha nos fazem criar empatia logo de cara com a protagonista. Nem tudo é desenvolvido tão bem ao longo do livro: o quase-mistério de sua vida profissional fica um pouco esquecido e depois é solucionado em um parágrafo. Mas a história tem bons momentos. Apesar da insistência em invocar a violência do Rio de Janeiro ter me incomodado um pouco, eu ri bastante durante a leitura também. Quando Bia se declara tão fervorosamente para seu antigo amor, sem nem imaginar para quem o está fazendo, é ótimo. Depois, o não-reconhecimento de Guga por ela faz desacreditar um pouco da história, do próprio par romântico e torna um tiquinho arrastada a trama. Mas quando isso se resolve, o ritmo melhora novamente, e Guga é chame puro.

Ponto forte: A veia cômica da Carol Sabar.

Um livro para: dias leves.


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