Livro em sete dias

Published on outubro 3rd, 2018 | by Ana

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‘Azul da cor do mar’, de Marina Carvalho

Sinopse: Acaso, destino ou loucura? No caso de Rafaela, pode ser tudo isso junto. Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez… A ideia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida. Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando da Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do mundo. Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços –, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa… E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego. Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão..

Julgamos o livro pelo título e pela capa: Me agradaram.

Sobre a autora: A Marina Carvalho tem uma escrita maravilhosa e, como já disse antes por aqui, transparece esforço em não ser repetitiva e piegas em seu texto.

Protagonistas: Não curti muito a Rafa não e achei, por vezes, suas ações descabidas – para uma estagiária, em alguns casos, ou para uma mulher do século XXI, em outros.

Coadjuvantes: Eu achei que fosse gostar mais do quarteto de amizade que é apresentado no início do livro, mas a postura das meninas em relação a um acontecimento me desanimou um pouquinho. Em compensação, o irmão mais velho da Rafa me cativou, mesmo em poucas páginas, e até quis ler um spin-off com ele. Por fim, Bernardo é um charme. Embora grosso às vezes, seu bom coração fica evidente.

Trama: A trama principal é um tanto previsível, mas um ou outro acontecimento ainda nos surpreende durante o livro, bem como pode existir dúvida sobre o caráter de um personagem masculino. Mas acho que, principalmente, o charme do Bernardo e a escrita deliciosa da Marina me fizeram não largar o livro até ler a última palavra. Uma pena, por outro lado, é a competição instaurante entre mulheres nesta ficção e a reprodução de um machismo tão violento logo por parte de uma mulher, a nossa protagonista (que usa termos absurdos), sem uma reflexão posterior. 

Ponto forte: Todos os momentos em que o Bernardo demonstra ser um cara bacana.

Um livro para: provar da adrenalina de um jornal (mesmo que haja tanta fantasia).


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